“Laços clandestinos”, Frédéric Grieco
Logo após descobrir que era tão fértil quanto uma terra com sal grosso, Marieta decide adotar o pequeno folho de uma catadora de papelões e latinhas, chamada Macabéa, que acabara de ser acidentalmente atropelada e morta pelo táxi no qual estva no momento em que fez tal descoberta.
Não se contentando somente com isso, poucos dias depois, ela decide adotar também alguma menina, afinal uma cartomante lhe dissera que ela teria dois folhos ou duas filhas ou talvez um filho e uma filha. E o faz, após “convencer” uma prostituta da elite carioca, conhecida como Loreley, a dar-lhe sua filha recém-nascida.
Vinte anos depois, em 1993, já terminada a incrível experiência política brasileira que fora conhecida por alguns como “ditabranda”, mas que aqui no livro é designada como “ditabranca”, Marieta, seus dois filhos, Caio e Alice, e seu marido, Sérgio, parecem viver a típica amena vida de uma família de classe média alta que vive em um aconchegante apartamento que beira a bela praia de Ipanema. Contudo nada passa de aparências. Aparências que vão se corroendo cada vez mais, revelando uma realidade bastante diversa.
Marieta descobre que esta com câncer ao passo que frequentemente tenta fugir do vazio e da solidão que a persegue quase - sempre nas entrelinhas de sua monótona vida em família. Sérgio , por sua vez, é “pressionado”mais e mais por sua amante, que passou a esperar pelo segundo filho dos dois, a se separar de Marieta. Já Alice se sente cada vez mais sufocada para satisfazer as vontades de sua família, ao mesmo tempo, começa a se descobrir sexualmente com um professor de meia-idade de sua faculdade. Enquanto Caio começa, sem que sua família se quer desconfie, a usar drogas e se tornar um “marginal-burguês” que, por exemplo, juntamente com os seus não piores colegas, mata edipianamente o seu próprio pai biológico, que há muito se tornara um mendigo das ruas da cidade maravilhosa. E isso tudo sem contar com as ondas do mar de Ipanema, as quais pareceram se tornar muito mais fortes do que outrora e bem mais convidativas para algum mergulho sem volta...

Caro amigos, por favor leiam e critiquem o resumo do futuro romance do meu dedicado e apaixonado pelo ato de escrever, Frédéric Grieco.
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